Mídia Social Não Avalie Sua Vida Baseada no Feed do Instagram

Não avalie sua vida baseado no feed do seu Instagram

Uma conversa franca sobre comparação

Nesta era atual de mídia social muito tempo é desperdiçado assistindo a vida de outras pessoas enquanto se esquece de viver a sua. O tempo para numa fração de segundo em total felicidade capturada numa foto que acabou “aleatoriamente” capturando aquele momento. Eu não sou contra mídia social, na verdade eu gosto um tanto, então isso não vai ser um sermão contra mídia social, nem um pouco. É mais uma exortação de como manter o seu coração ao interagir com ela.  

Veja, eu me peguei assistindo meus amigos de onde vim por meio dos posts deles e fui tentada a fantasiar o quanto minha vida era perfeita antes de me mudar pro Brasil. “Hogwash friends utter hogwash”. Acabo de apreciar essa antiga frase.

Não estou falando nada novo aqui. Todos nós sabemos que a mídia social é só um pedaço do quadro inteiro. Quando apenas os pontos altos da nossa vida são capturados e apresentados como material apropriado para se mostrar, podemos acabar tendo uma visão distorcida da nossa própria vida quando examinamos nossas fotos. Não estou sugerindo que a gente poste mais fotos da parte feia das nossas vidas, apesar de que algumas fotos com o cabelo rebelde seria saudável pra alguns! Como disse antes, estou me referindo mais à postura do coração.

Há dias em que fico paralisada diante de uma tarefa a realizar, então pra matar tempo eu passeio um pouco pelo facebook e vejo a vida maravilhosa de todo mundo e fico mais paralisada ainda por causa das comparações que eu fiz. Ugh!

A tarefas designadas de Deus pra nós estão onde nós estamos e ao nosso redor. A triste verdade é que se a gente começasse a postar mais fotos da nossa vida ao invés de assistir outros postando fotos deles, haveria um ciúmes secreto de quão perfeita nossa vida parece ser. É loucura! Ninguém tem uma vida perfeita, todos têm uma medida de insegurança.

Este artigo é um grande teste de tornassol pra mim. Enquanto termino o que escrevi ontem, hoje estou me debatendo com o sentimento de ser deixada de fora. Há uma grande e tradicional celebração acontecendo em Kansas City e todos os meus amigos estão lá! Enquanto isso, eu estou empacotada na cama (porque está congelando) escrevendo esse blog e pausando pra chorar à medida que lembro dos meus amigos e do ministério que eu e o Dwayne ajudamos a desbravar. Estou em dor. Meu coração está partindo enquanto me lembro, e há uma tentação de pensar que a minha vida atual não é o suficiente. Bom, amigos, isso é uma mentira! Sim, eu estou num território desconhecido e sou fraca e talvez me sinta sozinha, mas não estou sozinha.

Eu tenho uma viva esperança e ela continua lá mesmo quando os posts de mídia social desaparecem. Quando esse computador ficar obsoleto e telefones celulares virarem coisa do passado, há uma crônica da minha vida vista através das lentes da redenção. Aquele que recolhe as minhas lágrimas numa garrafa se assentará comigo e me contará a minha história do Seu ponto de vista privilegiado – e terá sido uma história fantástica. Minha vida é boa. Amém.

“Registra, tu mesmo, o meu lamento; recolhe as minhas lágrimas em teu odre; acaso não estão anotadas em teu livro?” – Salmos 56:8

Jennifer Roberts

Jennifer Roberts é membro-fundadora da International House of Prayer (IHOP-KC) desde os anos noventa, onde serviu por quase 15 anos depois de ter sido missionária pela Jocum desde a sua juventude. A partir de sua peculiar história de vida, tornou-se uma apaixonante comunicadora da mensagem do amor de Deus, das verdades que transformam vidas e do valor da mulher.

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